quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Desmanto

Canta o conto
que te encanta
Conto o canto
que te espanta
E em cada canto
te escuto o pranto
que por surdo sangra
em tua garganta
Ouve, minha infanta
Se meu conto te espanca
de confrontos tantos
É porque teu canto te esconde
com mentiras mancas
Levanta, pequena tonta
Cantar verdades
não te acalanta
a alma santa
Mas te encobre em vida
não mais fingida
E te destranca um mundo
que não mais surdo
É canto duro
De beleza crua
De beleza tua

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